23 de Julho de 2010

 

A filosofia contemporânea constrói uma nova visão filosófica, sem perder a “visão essencialista, naturalista” e faz uma junção a fim de avançar e enriquecer “a compreensão da realidade”. A nova tradição dialética e seu elemento principal não são determinados pelas “entidades naturais” nem pelas “leis mecânicas da natureza física”. A tradição dialética tem conhecimento abrangente no século XIX. Para Heráclito, nós não podemos fazer duas vezes a mesma coisa, uma vez que tudo está em contínua transformação. Heráclito foi desvalorizado por vários séculos, até ser resgatado por Hegel. Toda filosofia ocidental foi dominada pela concepção de Parmênides: O imutável é superior ao que é múltiplo! Ela se respalda no princípio da identidade: todo ente é igual a si mesmo. Esse princípio vai questionar admitindo que ele seja igual a si mesmo e faz surgir “o princípio da contradição” para Hegel, as coisas vão se modificando por momento de negação, por momento de afirmação, por momento de superação e assim formando a concepção da tríade dialética: tese, antítese e síntese. Para ele, toda afirmação impele para negação para ser superada. Estágio da infância, por exemplo, o bebê não se reconhece, não tem consciência da sua existência e isso é o “momento de tese”. No estágio da sua adolescência, o indivíduo se nega como criança e quer viver sem depender de ninguém. Esse é o “momento da antítese”. No estágio adulto, o indivíduo não depende de ninguém, é um ser responsável pelos seus atos. É o “momento da síntese”. Para Hegel, num primeiro estágio: é a ideia (tese); no segundo estágio: é a natureza (antítese); num terceiro estágio; é o espírito (síntese). Logo, o ideal explica o real e não o inverso. Marx não concordava com a posição metafísica de Hegel, porém, aproveita a lógica dialética. Marx acreditava que a interferência do homem era indispensável para evolução dialética. Para ele, o que importava era transformar o mundo e não apenas interpretá-lo. Marx criticava toda filosofia influenciada por Hegel porque o indivíduo tem que apreender a realidade sem cair em alienação. Esta, para Marx é o processo de despossessão, perda da essência. Mas também ocorre com o indivíduo que assume características de outra classe (país) e, traz para a sua classe (país) sendo que são diferentes. A ideologia expressa a situação de uma classe dominante, representa o ponto de vista de um grupo social e a filosofia dialética supera os pensamentos metafísicos que há uma relação recíproca, um depende do outro e os dois dependem de uma realidade histórica. Para Marx, o real resulta de várias determinações (naturais, sociais e culturais) e não do plano metafísico, científico etc. Para ele, o homem é uma entidade histórica que transforma suas condições que não podem ser guiadas apenas por “valores essencialistas” nem por “valores metafísicos” etc. “O fundamento ético” é precisamente político porque a ação do homem está entrelaçada como poder que supera a existência humana e o contexto social.                            

 

publicado por poetaaaronlino às 21:51 link do post
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